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POÇOS DE MONITORAMENTO

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Os poços de monitoramento são utilizados em diversas circunstâncias e tem por objetivo obter amostras de água subterrânea a fim de se verificar, através das análises químicas e físico-químicas a qualidade hidrogeológicas e os seus índices de contaminação.
Os serviços de inspeção e análise através dos poços de monitoramento também nos fornecem outros indicadores de contaminação, como PAH e BTEX no caso de hidrocarbonetos. Comumente utilizada em área de disposição de resíduos sólidos poluentes, tipo aterros sanitários e lixões, postos de serviços de abastecimento para detecção de vazamentos, sendo que esses devam seguir rigorosamente as Normas da ABNT, segundo a NBR 13895.
A perfuração deve ser realizada com diâmetro mínimo de 100 mm e constituídos por revestimentos (PVC-Geomecânico ou Aço Inox – tubo liso) rosqueável, filtro de mesmo material com ranhuras variando entre 0,4 mm a 0,6 mm de abertura com extensão variável compreendendo o nível d’água, levando em consideração a variação sazonal da região e sua extremidade inferior deva ser fechada com tampa rosqueável.
O espaço anular entre a parede do furo na região do filtro deve ser preenchido com pré-filtro (material drenante e inerte), esse material é constituído de areia lavada e classificado tipo Jacareí com diâmetro de 3,00mm, estendendo-se 0,30 m abaixo e acima da extensão do filtro. Ainda no espaço anular acima do pré-filtro deve ser cuidadosamente selado com bentonita e cimento com pouca areia para acabamento, evitando contaminação por escoamento superficial.
O poço recebe tampa de ferro e cadeado, selado para proteção e instalado câmara de calçada, para futuras campanhas de coletas de água ou vapor para análises químicas.


ESTUDO DO SOLO

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1. Introdução

O estudo e a caracterização dos parâmetros físicos e químicos do solo constituem uma metodologia de trabalho essencial na realização de levantamentos das comunidades vegetais, que ocorrem numa determinada área.

A concretização do presente projecto contempla a realização de um estudo prévio, que permita determinar algumas propriedades físico-químicas do solo, da área de estudo.

2. O solo

O solo é um recurso natural renovável que, de uma forma simplificada, se pode definir como a camada superficial da crosta terrestre, formada por partículas minerais de vários tamanhos e composição química diversa e matéria orgânica em diferentes fases de decomposição. As diferentes proporções destes componentes, o modo como se distribuem no solo e a composição da rocha mãe determinam a sua natureza.

É esta camada que serve de suporte às plantas terrestres e dela depende toda a vida à superfície da terra. Forma-se lentamente por processos biológicos, físicos e químicos, mas pode ser rapidamente deteriorado ou destruído por fenómenos naturais ou por práticas incorrectas.

A componente mineral do solo resulta dos processos erosivos que levam à progressiva desagregação das rochas em elementos de diferente tamanho, variando desde partículas mais grosseiras, como o cascalho e o saibro, até partículas de dimensões mais pequenas, como a areia, o limo e a argila.

A componente orgânica do solo resulta da decomposição dos restos de animais e vegetais por parte de microrganismos, como bactérias, e fungos. Depois de decompostos estes detritos tomam o nome de húmus. O teor em matéria orgânica favorece a fertilidade, a permeabilidade ao ar e à água e contribui para melhorar a estrutura do solo.

O conteúdo em água de um solo é muito importante, uma vez que as plantas retiram do solo, através das suas raízes, a água que necessitam e que irá transportar os nutrientes para a sua parte aérea (ramos e folhas). Porém, nem toda a água que se encontra no solo está disponível para as plantas.

O ar é outro dos componentes do solo, essencial à respiração, não só das raízes das plantas, mas também de toda a fauna aí existente.

Ensino experimental no bosque de Casal do Rei – regeneração da biodiversidade após o fogo

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2.1 Propriedades físicas do solo

De entre as muitas propriedades do solo, referem-se aqui algumas das mais importantes:

Textura É a proporção em que se encontram no solo as diferentes classes de partículas. Só os elementos minerais são considerados para a determinação desta propriedade. De acordo com a classificação de Atterberg, as partículas do solo repartem-se por diversas classes, representadas na tabela I.

Tabela I: Classificação de Atterberg, relativa à textura dos solos.
Partículas Classe de dimensão
Pedra, cascalho, saibro > 2 mm
Areia 0.02-2 mm
Limo 0.02 –0.0002 mm
Argila < 0.0002 mm

Estrutura As partículas do solo agrupam-se, por sua vez, em aglomerados de maiores dimensões. A maneira como as partículas se organizam para formar os aglomerados chama-se estrutura. O arejamento do solo depende muito desta propriedade.

Porosidade Esta propriedade refere-se ao espaço do solo que não é ocupado por partículas. De uma maneira geral, solos de textura fina têm maior porosidade e solos arenosos têm menor porosidade.

Permeabilidade Refere-se à maior ou menor facilidade com que a água, o ar e as raízes das plantas atravessam o solo. Os solos que se deixam atravessar mais facilmente denominam-se permeáveis. Aqueles que não se deixam atravessar chamam-se impermeáveis.

Coesão É a forma como as partículas do solo se encontram ligadas entre si. Os solos cujas partículas apresentem uma baixa capacidade de agregação entre si, são chamados leves ou soltos, caso se verifique a situação inversa denominam-se compactos ou fortes.

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Cor A cor do solo resulta da natureza do material que lhe deu origem e também dos factores que levaram à sua formação. É uma das propriedades que, em conjunto com a textura e a disposição das diferentes camadas, é mais utilizada para classificar os diferentes tipos de solo.

2.2 Perfil do solo

Quando se observa um corte de terreno ou uma barreira verifica-se que este é composto de camadas distintas que diferem na cor, na composição, na estrutura e na textura. Estas camadas designam-se por horizontes de solo e a sua sequência (a partir da superfície) designa-se por perfil do solo. O perfil de um solo completo possui quatro tipos de horizontes, convencionalmente identificados pelas letras maiúsculas O, A, B e C.

Horizonte O Camada orgânica constituída por folhas, ramos e restos de animais. É também designado por folhada.
Horizonte A Camada constituída por detritos orgânicos em estado de decomposição (húmus). Contém ainda numerosos organismos vivos e as raízes das plantas.
Horizonte B Este horizonte é constituído por elementos minerais que se formaram a partir dos compostos orgânicos (transportados pela água a partir do horizonte A) por acção dos decompositores através de um processo designado por mineralização.
Horizonte C Camada constituída por material mineral da rocha mãe pouco fragmentado.
Rocha-mãe Substrato rochoso inalterado, também designado por alguns autores de horizonte R.

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3. Estudo do perfil do solo e colheita de amostras de solo para análise

A nível de trabalho de campo, para o estudo do solo prevê-se a aplicação de métodos que permitam determinar no local o perfil, a cor e a textura do solo do bosque. No laboratório será feita a análise das amostras recolhidas em vários pontos do bosque para determinação da humidade, do teor de matéria orgânica e da granulometria do solo, que permitirão complementar os dados recolhidos no campo.

Apesar de nas últimas décadas terem sido desenvolvidas novas técnicas que permitem uma grande precisão nas análises, neste trabalho prático de estudo da vegetação empregar-se-ão apenas métodos de análise simples, uma vez que o estudo mais rigoroso dos factores do solo cai no domínio de especialistas.

De seguida, apresentam-se algumas orientações relativas à forma de efectuar um corte do solo para o estudo do seu perfil e recolha de amostras para análise em laboratório:

3.1 Selecção do local de colheita

Devem seleccionar-se vários locais distintos, quer no que respeita à vegetação (porte, associação, densidade, etc.), quer no que respeita ao relevo e altitude. Deste modo, devem colher-se amostras de solo em zonas de floresta e de mato, assim como em zonas planas e com declive.

3.2 Recolha do material

a) Delimitar uma área de 1,0 X 0,5 metros. b) Recolher toda a manta morta, depois de medir a sua espessura. c) Abrir uma cova com uma enxada no sentido do maior comprimento, até um máximo de profundidade possível. Cavar um dos lados na vertical de modo a observar o perfil do solo com os seus horizontes. d) Procurar individualizar os diferentes horizontes, medir e caracterizar cada um deles pela sua cor, textura, estrutura e posição das raízes. e) Recolher amostras dos diferentes níveis para sacos de plástico e etiquetar, indicando a data, a localização exacta da região, a altitude, o declive, a exposição e as espécies vegetais presentes. f) Recolher várias amostras de uma mesma região.

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3.3 Determinação da humidade do solo

A humidade do solo é a quantidade de água de existente no solo. Para medir a humidade do solo devem colher-se amostras de solo em locais distintos. As amostras são conduzidas para o laboratório onde se determina o seu peso fresco e seco, este último é determinado depois do solo ter permanecido numa estufa a 105º C durante três dias. A percentagem de humidade relativa do solo é dada pela fórmula:

HR (humidade relativa) = (peso fresco – peso seco) / peso seco x 100

Esta fórmula representa a humidade do solo relativamente ao peso seco, pelo que podem encontrar-se valores de humidade do solo superiores a 100% em certos solos orgânicos.

Os dados de humidade do solo são úteis se forem tomados durante longos períodos, pelo menos ao longo de uma estação de crescimento. Contudo, podem obter-se medidas isoladas cujo valor é útil para fins de comparação.

Figura 2: Material utilizado na análise do solo (A – Manual para identificação da cor do solo; B – Ferramenta para retirar amostras de solo)
A B

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3.4 Determinação da matéria orgânica do solo

O conteúdo de matéria orgânica pode ser determinado através de vários métodos químicos. No entanto, pode obter-se uma aproximação bastante correcta, determinando-se a perda de peso de uma amostra de solo após ignição.

a) Pesar aproximadamente dez gramas de solo seco (depois de triturado num almofariz de forma a obter uma textura menor do que dois milímetros), num cadinho de porcelana de peso conhecido. b) Colocar numa mufla a 430 º C durante duas horas. c) Retirar da mufla e deixar arrefecer num excicador d) Voltar a pesar o cadinho e o solo após ignição. O conteúdo de matéria orgânica exprime-se em função do peso seco do solo.

3.5 Determinação da granulometria

A granulometria é a análise quantitativa das classes de partículas que constituem o solo. A classificação das partículas do solo quanto à dimensão faz-se recorrendo a escalas, não havendo, ainda hoje, uniformidade quanto à escala a adoptar na distribuição das partículas por classes. Duas classificações bastante utilizadas são as escalas de Atterberg e de Wentworth. No decorrer deste trabalho será utilizada a escala de Atterberg (ver tabela I).

A granulometria determina-se recorrendo, normalmente, a dois tipos de métodos: – Crivagem em redes com poros de diâmetro conhecido. Utiliza-se para as partículas de maiores dimensões, por exemplo até 0,04 mm. – Análise mecânica, cujo princípio se baseia na velocidade limite de queda das partículas num líquido de densidade e viscosidade conhecidas, regulada pela lei de Stokes. O líquido usado para a suspensão é normalmente a água e este método aplica-se à granulometria de sedimentos finos (limo e argila).

Preparação do solo Os objectos da análise são os constituintes minerais do solo. Para tal, é necessário eliminar do solo a matéria orgânica. Isto pode fazer-se recorrendo a tratamento com água oxigenada, que destrói a matéria orgânica, ou submetendo as amostras de solo a incineração na mufla. Antes da incineração na mufla deve ter-se o cuidado de desagregar o solo, com recurso a um almofariz com pilão, para individualizar ao máximo as partículas.

Procedimento a) Retirar do solo no qual foi eliminada a matéria orgânica uma amostra de aproximadamente 20 gramas, que deverá ser um pouco maior no caso de o solo ser de composição muito arenosa.

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b) Colocar a amostra de solo sobre um conjunto de crivos empilhados de redes com uma malha de diâmetro sucessivamente menor, de modo a separar as várias classes de partículas. Os crivos são agitados de modo a acelerar o processo de separação. Em cada um dos crivos ficam retidas as partículas da classe correspondente (figura 3). c) A percentagem de cada classe de partículas na amostra de solo é determinada por:

% = peso da fracção considerada / peso total da amostra x 100

Crivos para determinação da granulometria do solo.

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Glossário

Altitude: Distância vertical medida entre um ponto acima da superfície terrestre e o nível médio do mar.

Amostra: Pequena parte de um todo que é considerada como elemento representativo desse mesmo todo.

Comunidade: Todos os grupos de organismos que vivem juntos na mesma área e que em geral interagem ou dependem uns dos outros para existir.

Crivagem: Separação de sólidos de tamanhos diferentes através de peneiros, cujo fundo é em rede e geralmente de fio metálico.

Crivos: Peneiros.

Estufa: Equipamento de laboratório.

Excicador: Equipamento de laboratório que previne a absorção da humidade.

Ignição: Estado de um corpo em combustão.

Incineração: Queima; redução a cinzas.

Manta-morta: Camada superficial constituída por diversos detritos vegetais e animais que revestem os solos florestais.

Mufla: Forno utilizado em laboratório que permite temperaturas muito elevadas (muito superiores à da estufa).

Peso fresco: Peso de uma amostra imediatamente retirada do solo.

Peso seco: Peso de uma amostra após extracção da água que contem.

Porte da vegetação: Relativo ao tamanho das espécies que constituem a vegetação.

Processos erosivos: Ver erosão.

Relevo: Conjunto de elevações ou depressões de uma paisagem. Solo: Sistema natural de componentes minerais e orgânicos diferenciados em horizontes de profundidade variável.


GEOTÉCNICA NA CONSTRUÇÃO CIVIL

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A geotecnia estuda o comportamento do solo e das rochas em decorrência das ações do homem. Não há construção sem um prévio estudo geotécnico
“O terreno é bom, não precisa fazer sondagem”. Você pode já ter ouvido esta frase há alguns anos, o que é totalmente descabido. É fundamental saber as características do solo, e como entender seu comportamento. E a geotecnia é essencial para esse estudo.
Na engenharia civil, o solo é o suporte das obras, além de ser utilizado em aterros compactados para os mais diversos fins. É considerado um material heterogêneo, com propriedades variáveis. Além disso, é não-linear, ou seja, suas reações às tensões, principalmente à compressão, não são variáveis, podendo afetar enormemente seu comportamento; e anisotrópico, suas propriedades e materiais que o compõem não são iguais.
Para solucionamento dos problemas referentes à construção civil, o solo é o objeto de estudo do engenheiro geotécnico. Existem vários métodos de investigação de subsolos, mas no Brasil o mais comum é a sondagem SPT, também conhecida como sondagem a percussão.
A partir da sondagem, se obtém variadas informações, como o perfil do solo metro à metro, o nível do lençol subterrâneo – fator da resistência dos solos – , e a determinação da resistência do solo às tensões.
Em posse dessas informações, o engenheiro poderá tomar decisões de projetos e sua execução mais eficientes, precisas, seguras e econômicas, como o melhor posicionamento da edificação no terreno e suas fundações, por exemplo.

Importância da geotecnia
A geotecnia é o campo da engenharia civil que estuda os solos e rochas, e como esses reagem às ações do homem. Nos últimos anos, a causa ambiental tem gerado grande preocupação e, assim, a geotecnia e todas as suas vertentes, tem ganhado cada vez mais destaque na:

Prevenção de desabamentos;
Prevenção de desmoronamentos;
Prevenção de deslizamentos;
Preservação dos lençóis freáticos;
Gerenciamento do problema do lixo;
Conter a ocupação de encostas.

Esses são alguns dos projetos que a geotecnia atua. A ideia é eliminar e minimizar essas situações de forma sustentável e segura para a população, sem degradar o meio ambiente. É essencial o estudo geotécnico de uma área, para evitar esses e muitos outros problemas.
“A geotecnia tradicional sempre trabalhou com a intervenção no meio ambiente, mas sem a preocupação específica de evitar ou remediar os problemas gerados pela ação antrópica, que é o que faz especificamente a geotecnia ambiental”, explica Fernando Marinho, professor da Escola Politécnica da USP, que acrescenta: “a área exige ação multidisciplinar. É o caso, por exemplo, da disposição de resíduos domésticos e industriais – assunto pesquisado pelas duas escolas: a atuação em conjunto com biólogos, químicos e geólogos é quase sempre necessária”.
As investigações geotécnicas que antecedem o projeto e o plano de obra, e se prolongam no período de obra e na própria operação do empreendimento, são de responsabilidade maior da Geologia de Engenharia, entendida como a área de estudo responsável pela interferência tecnológica do homem com o meio físico geológico.
A missão essencial da geotecnia é, oferecer ao projetista, o quadro completo dos fenômenos geológico-geotécnicos que podem potencialmente ser esperados da interação entre as solicitações próprias da obra que será implantada e as características geológicas (materiais e processos) dos terrenos que serão por ela afetados.
Assim, todo o esforço investigativo deve ser orientado, desde o primeiro momento, propondo, aferindo, descartando e confirmando hipóteses fenomenológicas, para que, ao final, tenha um quadro fenomenológico real.

Ao aplicar os estudos de geotecnia em suas obras, você conseguirá otimizar os custos da sua obra. Confira dicas para a Gestão Tribuária da sua obra.


GEOLOGIA

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A Geologia é a ciência que estuda a crosta terrestre, a matéria que a compõe, seu mecanismo de formação, as alterações que ocorre desde sua origem e a estrutura que sua superfície possui atualmente. É uma das ciências da Terra. A geologia foi essencial para determinar a idade da Terra, que se calculou ter cerca de 4,6 bilhões de anos, e a desenvolver a teoria denominada tectônica de placas, segundo a qual a litosfera terrestre, que é rígida e formada pela crosta e o manto superior, dispõe-se fragmentada em várias placas tectônicas, as quais se deslocam sobre a astenosfera, que tem comportamento plástico. O geólogo ajuda a localizar e a gerir os recursos naturais, o petróleo e o carvão, e os metais, como o ouro, ferro, cobre e urânio, por exemplo. Muitos outros materiais possuem interesse económico: as gemas, muitos minerais com aplicação industrial, como asbesto, pedra pomes, perlita, mica, zeólitos, argilas, quartzo, ou elementos como o enxofre e cloro.

A Astrogeologia é o termo usado para designar estudos similares de outros corpos do sistema celeste.
A geologia relaciona-se directamente com muitas outras ciências, em especial com a geografia e a astronomia. Por outro lado, a geologia serve-se também de ferramentas fornecidas pela química, física e matemática, entre outras ciências, enquanto que a biologia e a antropologia servem-se da Geologia para dar suporte a muitos dos seus estudos. A palavra “geologia” foi usada pela primeira vez por Jean-André Deluc, em 1778, sendo introduzida de forma definitiva por Horace-Bénédict de Saussure, em 1779.

No Brasil, a profissão de geólogo é regulamentada pela Lei nº 4076, de 23 de junho de 1962 e fiscalizada pelos Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia (CREAs), instalados em todos os estados brasileiros.


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